Miguel enfrentará Afrânio para defender Tereza
Tereza tentará apaziguar a situação entre Miguel e Afrânio, afinal o clima anda bem pesado na fazenda.
Afrânio não aceitará o fato de Tereza ter tomado decisões na fazenda, apoiando idéias de Miguel. Ela ainda tentará expor o quanto as idéias de Miguel podem ajudar o desenvolvimento da fazenda, mas o coronel estará irredutível.
- Enquanto eu for vivo as coisas vão ser da
maneira que sempre foram, Tereza: da minha!
Está me ouvindo? Da minha!
- Será que o senhor não vê que está perdendo
tudo o que tem? Desse jeito a fazenda não se
sustenta por muito tempo, meu pai - retrucará
ela.
- Não venha meter bedelho no meu trabalho, que
você nunca teve competência para isso!
Miguel, até então calado, enfrentará o avô:
- O senhor veja lá como fala com ela!
- A filha é minha, eu falo como eu bem entender!
- Com a sua filha o senhor fala como bem
entender, mas não desrespeite minha mãe! -
responderá o rapaz, com dedo em riste.
- Abaixe esse dedo pra mim, seu moleque -
ordenará o coronel.
- Abaixe então seu tom de voz - atacará Miguel.
Afrânio encarará Miguel que não demonstrará medo algum, tal qual faria seu pai. Depois, ele se dirigirá à porta, mas o coronel mandará o neto
voltar. Ele se voltará para o avô e desabafará:
- Não tenho o que fazer aqui. Desde o dia em que
pisei nessa fazenda o que fiz foi ouvir o quanto
não sei, quanto não estou pronto e o quanto não
fiz nada de útil. O senhor ergueu isso tudo, o
senhor escolhe o que vai ser dessa fazenda. Mas
o que vai ser da minha vida, quem escolhe sou
eu! Não há espaço para mais ninguém embaixo
da sombra desse coronel Saruê!
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