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O diário de Leticia B parte III - Agatha Aranza

"Ele me disse, que jamais esqueceria a maneira como meus cabelos se abriam em leque sobre o lençol de seda branco. Ele me disse, que meus cabelos traziam o sol para dentro do quarto e através dos meus olhos ele podia ter um pedaço do céu azul, límpido digno de uma manhã de verão. Mesmo ali naquele quarto, com o relógio marcando duas horas e quinze minutos de uma madrugada de janeiro, ele ainda conseguia vislumbrar o céu do amanhecer nos meus olhos. Theo nunca me disse algo assim, nunca me olhou com tanta admiração. Theo nunca me tocou como William fez naquela madrugada. Cada noite com ele parecia ser a primeira vez, eu sentia as mãos dele trêmulas de desejo, suas mãos exprimiam o mesmo carinho e cuidado extremo que ele expressava com as palavras. " Fechei o diário novamente frustrado, como pode uma falecida atormentar a minha vida dessa maneira? Comecei a me perguntar, será que minhas amantes també...

O diário de Leticia B. - Parte II

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Eu li aqueles versos do diário da minha falecida esposa Leticia e me recordei dela sentada tomando o café em sua xícara de porcelana favorita. Contemplando o horizonte, através de nossa janela. Fechei o diário com violência e o sangue congelou. Me perguntei quantas vezes ela pensou nesse desconhecido. Quantas vezes eu olhei em seus olhos de safira e lhe percebi com ar sonhador, pensei que fosse por mim, por mim! Não era eu a razão dos seus longos suspiros que surgiam ao acaso. Me distanciei do pequeno livro, como se houvesse queimado os meus dedos, quando na realidade aquelas palavras destruiram o orgulho de um homem acostumado a conquistar quem desejasse. Saí pelas ruas sem rumo, e remoendo aquelas palavras dela. Comecei a desconfiar que talvez ela estivesse me pagando com a mesma moeda, uma vez que eu havia lhe traído com tantas mulheres e ela me perdoava sempre. Passei por um bar, bebi um pouco, me diverti com meus amigos e alg...

Agatha Aranza - Um amor como outro qualquer

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baixe o conto agora Um amor como outro qualquer - Agatha Aranza Projeto Edição Popular          Detesto rótulos. Feminino ?Não, eu me considero afetuoso, sou capaz de amar sem medida e me dedicar a qualquer pessoa que me trate com carinho e respeito.           Na minha casa amor é uma palavra que não é economizada,moramos eu,minha irmã Audrina,meu noivo Flávio e o marido da minha irmã chamado Marcell,ambos esperando o término da reforma do apartamento deles ao lado do nosso.           Vivemos no nosso mundinho maravilhoso graças a uma regra criada por Flávio, comentários ou conversas desagradáveis não entram em casa.           Sempre que saio nas ruas percebo o contraste entre o meu lar maravilhoso e o cotidiano nas ruas, algumas pessoas julgam minha maneira de amar outras se perguntam como deve ser minha rotina com Flávio, eu só posso dizer que me sinto realizado ele me apóia como um amigo,as vezes me aconselha como um pai faria e sempre me ama de maneira apaixonada como o homem ...